Cooxupé espera receber até 8 milhões de sacas de café neste ano - Café Cotação




A Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé deve elevar o recebimento de café neste ano. O presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, espera um volume entre 7 milhões e 8 milhões de sacas de 60 quilos. No ano passado, foram 6,07 milhões de sacas.
Melo conversou com a reportagem durante a cerimônia de abertura do Seminário Internacional do Café, na noite de terça-feira (19/5), em Santos (SP). Disse que a colheita do na área de atuação da Cooxupé ainda está no início, e que a expectativa é de uma boa produção.
“Estamos esperançosos de uma boa safra em quantidade e qualidade. Esperamos que o tempo contribua na colheita para que tenhamos uma condição condizente com as necessidades de secagem do café”, disse.
O presidente da Cooxupé avaliou de forma positiva o atual momento da cafeicultura. Disse que os preços estão em bons níveis, embora ainda haja alguma volatilidade. Melo afirmou que a explicação está no fato de que ainda há pouco café no mercado, o que dá margens para a especulação no mercado.
Na quinta-feira (21/5), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulga o segundo levantamento para a colheita deste ano no país. No primeiro, de fevereiro, a autarquia estimou 66,19 milhões de sacas de 60 quilos, aumento de 17,1% em comparação com 2025 (56,35 milhões de sacas).
O banco holandês Rabobank aposta em uma produção de 73,3 milhões de sacas. Em relatório, os analistas disseram que a melhora nas condições climáticas favoreceu o desenvolvimento dos cafezais, e o cenário tende a ser de maior equilíbrio na oferta brasileira.
Também em relatório, a Organização Internacional do Café (OIC) avaliou que a expectativa de aumento de oferta é um fator de pressão sobre as cotações internacionais. De outro lado, a situação geopolítica, com o fechamento do estreito de Ormuz, a alta do petróleo e do frete, pode sustentar os preços.
Na terça-feira (19/5), o café arábica para julho na bolsa de Nova York subiu 2,25% e ajustou para US$ 2,7015 por libra-peso. O contrato para setembro teve aumento de 2,1% e fechou a US$ 2,6215 a libra-peso.
Não foi suficiente, porém, para reverter a atual tendência de baixa. Levantamento do Valor Data mostram que, em uma semana, o arábica para julho caiu 5,69%. Em um mês, o contrato acumula retração de 7,05%. No vencimento setembro de 2026, as quedas são de 5,88% e 5,94% respectivamente.
Na entrevista, o presidente da Cooxupé avaliou que a situação da oferta e demanda internacional está “justa”, com produção global em torno de 180 milhões de sacas de 60 quilos e um consumo de 175 milhões a 180 milhões de sacas. O quadro atual eleva a importância de uma safra cheia no Brasil.
“O Brasil precisa produzir 70 milhões de sacas. Senão, vamos perder espaço. Com 70 milhões, vamos equilibrar o mercado. E eu espero que, resolvendo essa questão geopolítica, outros mercados venham, em especial na Ásia e Oriente Médio”, disse.
Melo manifestou preocupação com eventuais gargalos na logística de exportação do café, levando em conta a expectativa de aumento na produção. Afirmou que, no ano passado, a Cooxupé chegou a ter 300 mil sacas paradas à espera de embarque.
“Café parado no porto é perda de receita e impacto na estrutura física da cooperativa. Nosso espaço de armazenagem tem limitações. E tem o fluxo financeiro também. Se o café não chega ao destino, não recebo e o cooperado não espera”, disse.
O Seminário Internacional do Café vai até esta quinta-feira (21/5) no Santos Convention Center. A expectativa da Associação Comercial de Santos (ACS), que organiza o encontro, é receber representantes de pelo menos 24 países, e um total de mil pessoas durante todo o evento.
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