Turquia é maior cliente do café brasileiro no Oriente Médio e dribla guerra - Café Cotação


O café brasileiro no Oriente Médio segue presente em todos os países da região, ainda que com variações nos volumes importados. No entanto, a escalada de conflitos, especialmente envolvendo o Irã, alterou o ritmo das exportações nos primeiros meses de 2026, reduzindo o fôlego dos embarques entre fevereiro e março.

Em matéria recente da CNN Agro, com dados compilados pelo Cecafé, países com rotas comerciais alternativas conseguiram sustentar as compras, como Turquia, Jordânia e Líbano. Já outros mercados apresentaram retração mais evidente, refletindo os impactos diretos e indiretos da instabilidade geopolítica.

Conflito pressiona exportações e muda dinâmica regional

De forma geral, os embarques vinham em trajetória relativamente estável no início do ano. Janeiro abriu o período com volumes consistentes, enquanto fevereiro manteve ou ampliou os números para parte relevante dos destinos.

Em março, porém, ocorre uma inflexão: a maioria dos países reduz as compras, tanto em volume quanto em valor. O movimento é mais visível em mercados tradicionais como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egito, que concentram parcela significativa das importações do café brasileiro.

Nesses destinos, embarques que variavam entre 20 mil e 40 mil sacas em fevereiro registraram queda relevante no mês seguinte, acompanhados por recuo na receita cambial, em alguns casos na casa de milhões de dólares.

Café brasileiro no Oriente Médio: Turquia se destaca entre os principais compradores

Entre os 15 países que compõem o Oriente Médio, a Turquia lidera as compras de café verde brasileiro no primeiro trimestre de 2026, destoando do comportamento observado em outras nações da região.

Em janeiro, o Brasil embarcou 102,7 mil sacas de 60 kg para o país, com receita de US$ 42,5 milhões. Em fevereiro, houve leve alta para 111,3 mil sacas e US$ 42,7 milhões. Já em março, mesmo diante do cenário de maior instabilidade, os embarques avançaram para 157,5 mil sacas, gerando US$ 61,4 milhões — crescimento tanto em volume quanto em valor.

Movimentos pontuais e recomposição de estoques

No Líbano, os dados mostram um comportamento distinto, com forte alta entre janeiro e fevereiro, seguida de estabilização em março. O país importou 7,1 mil sacas em janeiro, avançou para 34,3 mil em fevereiro e manteve volume próximo no mês seguinte, com 33,5 mil sacas.

A dinâmica sugere recomposição de estoques ou antecipação de compras diante da incerteza regional. Ainda assim, houve leve recuo na receita em março, indicando ajustes nas condições comerciais.

Impactos vão além do volume embarcado

Outro ponto relevante é que a retração não se limita à quantidade exportada, mas também afeta o valor gerado. Isso indica influência de fatores como renegociação de contratos, adiamento de pedidos e maior cautela por parte dos importadores.

Cenário incerto e tendência para os próximos meses

Caso o ambiente de instabilidade persista, a tendência é de manutenção de um ritmo mais moderado nos embarques no curto prazo. A recomposição mais consistente das exportações deve depender de maior previsibilidade logística, estabilidade nas rotas comerciais e redução dos custos associados ao comércio internacional.



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