Levantamento da Safras & Mercado aponta que as vendas da safra de café 2026/27 no Brasil alcançaram 12% da produção esperada até o último dia 13 de março. Houve avanço de dois pontos percentuais em relação ao mês passado, no entanto, as vendas antecipadas seguem abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 13% já havia sido negociado, e ainda mais distante da média dos últimos cinco anos, que é de 20%.
Em nota, a consultoria disse que o atraso é explicado pela estratégia dos produtores, que seguem priorizando a negociação do café disponível, evitando fixar posições da nova safra. “O grande volume ainda disponível no físico e o mercado invertido em bolsa com posições mais distantes pagando menos do que o disponível explicam essa preferência”, disse o analista da Safras, Gil Barabach.
Sobre as negociações da temporada 2025/26, os produtores venderam 77% da produção da safra 2025/26. No mesmo período do ano passado, as vendas alcançaram cerca de 93%, e a média dos últimos cinco anos é de 87% da safra comprometida.
As vendas de café arábica atingiram 80% da produção, abaixo dos 91% registrados no ano passado e da média histórica de 85% para o período.
No caso do conilon/robusta, observa-se um pouco mais de interesse por parte do produtor, embora o ritmo de vendas ainda seja lento. Apenas 72% da produção foi negociada pelo produtor, o que indica um volume expressivo de café ainda dentro dos armazéns, segundo a Safras.
No ano passado, neste mesmo período, aproximadamente 97% da safra já havia sido vendida, frente à média de 92%.











