Em dezembro do ano passado, 1.475 contêineres (486,3 mil sacas de 60 quilos) estufados com café deixaram de ser embarcados.
Na média, 55% dos navios tiveram atrasos ou mudanças de escala e 1.824 contêineres estufados com café (601,8 mil sacas) deixaram de ser exportados a cada mês. Com isso, o país deixou de receber US$ 2,64 bilhões (R$ 14,67 bilhões) como receita cambial no ano. Em 2024, o país deixou de receber US$ 555,6 milhões (R$ 3,39 bilhões) como receita cambial.
“Filas de caminhões, pátios lotados, falta de berços, rolagens de cargas, atrasos e alterações de escalas de navios geraram esses prejuízos milionários com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions”, afirmou em nota Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé.
“É preciso que nossos governantes tenham ciência dessa realidade e dos prejuízos enfrentados ao cumprimento dos recordes para que executem políticas públicas adequadas para tentar sanar, com celeridade, os gargalos, estimulando diversificação de modais de transporte, ampliando a oferta de capacidade de pátio e berços nos terminais portuários, assim como o aprofundamento de calados para o recebimento de grandes embarcações, por exemplo”, acrescentou.
Ainda segundo o Cecafé, de 2016 a 2025, as exportações do agronegócio brasileiro registraram crescimento de 72%, passando de 158,9 milhões de toneladas para 273,1 milhões de toneladas, com uma taxa de crescimento médio anual de 6%.













