Esse movimento do mercado tem sido positivo para os pequenos produtores, que conseguem agregar valor ao produto vendido. “Há uma janela de oportunidade nesse cenário. Por isso, estamos trabalhando na capacitação de pequenos produtores para produção de cafés especiais, que eles podem vender em microlotes, e também na torrefação própria, com o mesmo objetivo”, comenta Cinthia Mara Lopes de Souza, que coordena o projeto Mulheres do Café no Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).
Maristela Souza, produtora de Pinhalão (PR), conta que o convite do Projeto Mulheres do Café para participar de cursos sobre produção de cafés especiais a impulsionou ao empreendedorismo. “Aceitei o convite, assisti aos cursos e comecei a cultivar cafés especiais. Um passo de cada vez, transformei parte da lavoura, comecei a torrar, apliquei tudo o que aprendi. Posso dizer que me tornei uma empreendedora”, declara.
Já na primeira safra de café especial no Sítio São Luiz, onde cultiva seis hectares de café, Maristela conquistou o primeiro lugar no Concurso Café de Qualidade Paraná. E o feito se repetiu nos anos de 2018 e 2019. “Essa premiação abriu portas para que começasse inclusive a exportar. Nosso café verde é vendido para Holanda, Estados Unidos, Austrália”, conta.
No Coffee Lab, o público principal que busca os cursos são donos de cafeterias e empórios, com alguma participação daqueles que têm a prática como hobby. “Enquanto buscam sabores autorais, poder comprar microlotes de café verde é uma parte importante do processo, já que permite maior experimentação”, diz.













