Exportações de café solúvel cresceram 14% em fevereiro - Café Cotação




No mês de fevereiro, as exportações de café solúvel do Brasil alcançaram 7,4 mil toneladas, o equivalente a 321,1 mil sacas de 60 kg. A quantidade embarcada cresceu 14% se comparada com as vendas do mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).
Em receita cambial, o incremento foi de 10,8%, com montante de US$ 90,2 milhões no mês passado.
“Esse resultado é o melhor para os meses de fevereiro nos últimos cinco anos e não deixa de surpreender diante do contexto de mercado que temos vivido com as taxas impostas pelos Estados Unidos. O fato de os próprios norte-americanos terem ampliado as aquisições em fevereiro também demonstra a necessidade dos produtos brasileiros”, disse, em nota, o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima.
Atualmente, o café em grão e o torrado e moído do Brasil estão na lista de exceções da política tarifária do governo dos Estados Unidos. O café solúvel, por outro lado, permanece taxado em 10%.
A Abics ressaltou que o peso das tarifas ainda é sentido na análise do primeiro bimestre de 2026, quando o Brasil embarcou 13,2 mil toneladas (573,7 mil sacas), volume 11,5% inferior ao registrado nos dois primeiros meses de 2025. A receita também caiu nesse mesmo comparativo, para US$ 161,059 milhões.
“Vimos a performance em fevereiro minimizar a queda das exportações aos EUA no ano, embora a redução do tarifaço de 50% para novas taxas de 10% venha a surtir efeito somente a partir deste mês de março. Isso pode ser um sinal positivo aos embarques nos próximos meses”, observou Lima.
Ele completa que a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve permitir que o tratado entre em vigor nos próximos meses, gerando redução gradativa das tarifas de 9% que o café solúvel brasileiro sofre para entrar no bloco europeu.
“A Europa é nosso segundo principal destino como bloco e o ajuste entre UE e Mercosul nos dá esperança e abre oportunidades ao Brasil para ampliar os embarques”, afirma o dirigente.
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Principais importadores
No primeiro bimestre de 2026, os EUA foram os principais compradores do café solúvel brasileiro, com a importação de 1,7 mil toneladas (76,7 mil sacas), volume 2,5% menor do que o apurado nos mesmos dois meses em 2025.
Fechando o top 3, aparecem Rússia, que adquiriu 1,1 mil toneladas (50,3 mil sacas) do produto, registrando crescimento de 18,5% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado, e Argentina, com 1,1 mil toneladas (47,2 mil sacas), o que representou queda de 2,6% no comparativo anual.
Mercado interno
Dando sequência a uma evolução iniciada há uma década, o consumo interno de café solúvel no Brasil subiu 15,1% no primeiro bimestre de 2026, segundo a Abics. O mercado nacional absorveu 4,1 mil toneladas (179,6 mil sacas), acima das 3,6 mil toneladas (156 mil sacas) do ano passado.
“Nosso estudo de mercado aponta uma crescente preferência do consumidor brasileiro pelo café solúvel, fato que reflete as estratégias bem-sucedidas das indústrias do setor, que seguem investindo em otimização da qualidade e em novos produtos e embalagens para os consumidores do país”, conclui o diretor executivo da Abics.



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