Para o superintendente comercial da Cooxupé Luiz Fernando dos Reis o ritmo de exportações vão melhorar no final do ano. ““As exportações devem ser um pouco menores neste primeiro semestre, em virtude da safra menos produtiva no ano passado, com a expectativa de subir na segunda metade do ano, conforme a produção da safra 2026/27 chega ao mercado”, diz.
As exportações para os Estados Unidos, maior consumidor do produto brasileiro, devem retomar o ritmo após o fim das tarifas, ainda que as exportações continuem desaceleradas. “Todos os contratos foram cumpridos, mas novos negócios não foram realizados durante o tarifaço. Nesse período, os americanos criaram estoque com cafés de outros países produtores e o maior exportador para os Estados Unidos ainda no começo desse ano segue sendo a Colômbia”, explica o superintendente.
O conflito no Oriente Médio entre Irã e Israel também pode prejudicar a exportação do café. “Temos dois impactos da guerra: a importação de fertilizantes, porque somos dependentes do nitrato vindo do Irã e, recentemente, aumentamos a participação de cafés na Ásia, especialmente na China e também em alguns países do Oriente Médio, que pode ser afetada pelas dificuldades logísticas causadas pela guerra”, conta Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé.











