O número de cooperados da Cocatrel, segunda maior cooperativa de cafeicultores do Brasil, cresceu cerca de 8%, para 9,3 mil em 2025. “Tivemos um cenário adverso, com crise em algumas empresas. Nesse cenário de incerteza, os produtores buscam cooperativas mais consolidadas, com solidez e transparência comprovadas. E somos conhecidos por ter esse perfil”, afirma o presidente do conselho administrativo da Cocatrel, Jacques Fagundes Miari.
Para atender esse crescimento, a cooperativa investiu, em 2025, entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões na modernização e no aumento da capacidade de estocagem, que incluiu a aquisição de um novo armazém em Ilicínea (MG), e inauguração de loja em Três Pontas. “ Para 2027, o plano é inaugurar um novo armazém do mesmo porte e mais duas filiais”, afirma Miari.
No ano passado, a Cocatrel alcançou um faturamento de R$ 3,4 bilhões, 3% acima de 2024. O recebimento de café também cresceu o mesmo percentual, para 1,84 milhão de sacas em 2025. Mas o volume vendido foi de 1,42 milhão de sacas, uma queda 34,9% em comparação com o ano anterior.
“Tivemos uma safra menor. Além disso, por causa da insegurança com o cenário econômico e político, e dos preços internacionais do café, teve produtor que preferiu esperar virar o ano para vender parte do estoque”, afirma Miari. Segundo ele, muitos produtores têm expectativa que os preços subam neste ano, e “esperam atingir picos de R$ 2,5 mil, R$ 2,7 mil para vender”.
Além de exportar e fornecer café a torrefadoras, a cooperativa tem produção própria de cafés torrados e moídos, especiais e convencionais, com as marcas Cocatrel, Mokinha, Gourmet Reserva, Montrês e Cafeína. Mas o volume, segundo Miari, é muito baixo.
Fundada em 1961, a Cocatrel opera atualmente com 21 unidades de recebimento de café e cereais, 14 lojas agropecuárias, um laticínio, duas cafeterias, laboratórios, oficinas, torrefação, atendendo 9,3 mil cooperados.













