
O café foi o destaque entre as commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York nesta terça-feira (6/1). Os contratos do arábica com entrega em março de 2026 fecharam em alta de 4,04%, negociados a US$ 3,7385 a libra-peso.
Segundo Antônio Pancieri Neto, da Clonal Corretora de Café, a desvalorização do dólar no início da tarde desta terça-feira ajudou a impulsionar os futuros do arábica. A moeda americana chegou a ser cotada abaixo dos R$ 5,40, indicando maior apetite dos investidores por ativos considerados de risco.
A incerteza no campo da geopolítica foi outro fator que desencadeou a alta para o café na bolsa, segundo Pancieri Neto. Nesse sentido, o especialista lembrou que as declarações recentes do presidente dos EUA Donald Trump, indicando que poderia realizar operação militar na Colômbia, deixou o mercado nervoso. A Colômbia é o segundo maior exportador de café arábica do mundo, atrás apenas do Brasil.
“As ameaças de Trump à Colômbia podem ser apenas um blefe. Ainda assim, o mercado enxerga alguma possibilidade desse risco logístico se concretizar”, pontua o corretor.
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Cacau
O cacau segue com forte oscilação na bolsa de Nova York e fechou com preços em queda depois de uma valorização de 3,5% na véspera. Os lotes do produto para março caíram 2,02% na sessão de hoje, a US$ 5.954 a tonelada.
Há dois fundamentos importantes no radar do mercado neste momento. O primeiro é a perspectiva com a colheita no oeste da África em 2025/26, que por enquanto segue positiva, e joga pressão de baixa para os contratos futuros.
A outra vertente é a inclusão do cacau no índice de commodities da Bloomberg, que deve aquecer as negociações no mercado futuro, e de quebra ajuda a impulsionar as altas da amêndoa na bolsa de Nova York.
Suco de laranja
O suco de laranja disparou em Nova York. Os contratos do produto concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para março fecharam em alta de 5,04%, para US$ 2,0845 a libra-peso.
Açúcar e algodão
Os lotes de açúcar com entrega para março de 2026 fecharam em alta de 0,20%, cotados a 14,76 centavos de dólar a libra-peso. No mercado do algodão, por sua vez, os papéis com o mesmo vencimento avançaram 0,63%, a 65,06 centavos de dólar por libra-peso.
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