Segundo Antônio Pancieri Neto, da Clonal Corretora de Café, a desvalorização do dólar ajuda a impulsionar os contratos futuros do arábica. Além disso, a incerteza no campo da geopolítica foi outro fator que desencadeou a alta para o café na bolsa, segundo Neto.
Nesse sentido, o especialista lembrou que as declarações recentes do presidente dos EUA Donald Trump, indicando que poderia realizar operação militar na Colômbia, deixou o mercado nervoso. A Colômbia é o segundo maior exportador de café arábica do mundo, atrás apenas do Brasil. “As ameaças de Trump à Colômbia podem ser apenas um blefe. Ainda assim, o mercado enxerga alguma possibilidade desse risco logístico se concretizar”, pontua o corretor.
Já o cacau opera em queda em Nova York. Nesta manhã, os contratos da amêndoa para março de 2026 caem 2,77%, cotados a US$ 5.783 a tonelada. A forte queda é justificada pela perspectiva com a colheita no oeste da África em 2025/26, que por enquanto segue positiva, e joga pressão de baixa para os contratos futuros.












