A safra de café do Brasil no ciclo 2026/27 deverá totalizar 69,3 milhões de sacas, incremento de 10,1% se comparado com a colheita do ciclo anterior, estimou nesta quarta-feira (4/2) o Itaú BBA. Segundo a consultoria, após dois anos de seca, o clima se mostra mais favorável para a safra que será colhida este ano.
“Apesar da continuidade das chuvas ainda abaixo da média em 2025, as temperaturas mais amenas durante a fase de pré-florada melhoram o pegamento e sustentam a expectativa de recuperação para o arábica em 2026/27”, destacou o Itaú BBA, em relatório.
Da safra projetada, o café arábica deve render 44,8 milhões de sacas, alta de 18% em relação à safra passada. Já o robusta (conilon) deve atingir produção de 24,5 milhões de sacas, recuo de 2% na base de comparação anual.
O Itaú BBA reforça que é fundamental a manutenção do clima adequado para garantir uma boa safra. “[…] a continuidade das chuvas segue essencial para garantir o adequado enchimento dos grãos e assegurar o potencial produtivo da safra”.
O banco lembrou, ainda, que não foi somente o clima que contribuiu para as expectativas positivas com a safra. A relação de troca entre o café e os principais fertilizantes melhorou em 2025, mantendo essa tendência no início deste ano. Na avaliação do Itaú BBA, essa conjuntura ajudou a reduzir o custo dos produtores com adubação durante o verão, beneficiando o desenvolvimento vegetativo das plantas.
Para as exportações do Brasil, maior fornecedor mundial de café, a projeção aponta para 45,6 milhões de sacas, com alta de 12% se comparada com a temporada 2025/26.
Também foram divulgadas as projeções para a safra global de café, que deve totalizar 188 milhões de sacas em 2026/27, alta de 4,8%, puxado pelos rendimentos do Brasil e em outros grandes produtores, que aproveitaram as margens positivas nos últimos anos para elevar os investimentos nas lavouras.
O consumo mundial de café deve crescer 1,3%, alcançando 176 milhões de sacas. Ao considerar o balanço entre oferta e demanda, o Itaú BBA calculou um superávit de 11,5 milhões de sacas, acima das 5 milhões registradas em 2025/26.













