Segundo o analista de Safras & Mercado, Gil Barabach, os primeiros meses do ano foram bastante favoráveis às lavouras de café no Brasil.
“Chuvas em bom volume e temperaturas mais amenas garantiram bom desenvolvimento das plantas, o que acabou se refletindo em uma carga produtiva mais elevada. Nesse contexto, não apenas as boas impressões das floradas foram confirmadas, como também acabou gerando um otimismo com a produção, traduzido em revisão para cima nos números de safra no Brasil”, disse Barabach, em nota.
“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível. No caso do arábica, essa postura reflete a diferença de preços entre o mercado físico e as indicações de fixação para a safra nova, que gira em torno de R$ 270 por saca para bebida boa. Já no conilon, o foco no disponível está ligado ao elevado volume ainda na mão do produtor”, disse o analista da Safras, Gil Barabach.
No caso do conilon/robusta, há um pouco mais de interesse de venda por parte do produtor, mas o ritmo segue lento. Já foi comercializado 77% da produção, indicando um volume significativo ainda armazenado. No mesmo período do ano passado, aproximadamente 99% da safra já havia sido vendida, frente a uma média histórica de 95%.













