Exportação de café pode melhorar em 2026, mesmo com tarifaço sobre solúvel - Café Cotação




As exportações brasileiras de café devem ser maiores em 2026, ainda que o segmento de café solúvel siga enfrentando problemas por conta do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, avaliou o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, observou que a safra brasileira tende a ser maior este ano, por conta da característica da lavoura cafeeira de ter uma safra de produtividade baixa, seguida de outra com produtividade mais alta.
“Nossa expectativa é de exportações acima de 40 milhões de sacas, pelo que vemos de recuperação de safra em relação ao ano passado. Mas vai depender da evolução do clima ao longo da safra”, afirmou Ferreira.
Em 2025, as exportações brasileiras de café somaram 40 milhões de sacas, o que representou uma queda de 20,8% em relação ao ano anterior, explicada pela safra menor no Brasil.
Ainda não há dados oficiais sobre a safra 2026/27 de café, que será colhida a partir de maio. A Hedgepoint Global Markets estima produção de café arábica entre 46,5 milhões e 49 milhões de sacas, ante 37,7 milhões de sacas na safra 2025/26. Para o conilon, a previsão é de 24,6 milhões a 25,4 milhões de sacas, ante 27 milhões de sacas na safra passada. Com isso, a produção total pode ficar entre 71 milhões e 74,4 milhões de sacas em 2026/27.
O presidente do conselho do Cecafé, Marcos Matos, disse que as exportações devem ganhar mais força no segundo semestre do ano, quando entra a colheita da nova safra. “Até lá o mercado deve refletir a dificuldade de disponibilidade de café”, avaliou o executivo.
Em 2025, enquanto as exportações caíram 20,8% em volume, em receita houve aumento de 24%, para o valor recorde de US$ 15,6 bilhões. O preço médio do café brasileiro exportado subiu 56,7% no ano passado, para US$ 389,17 por saca, ante US$ 248,36 em 2024.
Compradores
Entre os dez maiores importadores, três ampliaram as compras em 2025. O Japão, com aumento de 19,4%, a Turquia, com aumento de 3,3% e a China, de 19,5%.
Entre os países que mais compraram do Brasil, a Alemanha liderou, com importação de 5,4 milhões de sacas, e queda de 28,8% em relação ao ano anterior.
Os embarques para os Estados Unidos caíram 33,9%, para 5,38 milhões de sacas. As vendas para a Itália recuaram 19,6%, para 3,15 milhões de sacas. Japão comprou 2,65 milhões de sacas, ficando na quarta posição, com alta de 19,4%.
A Turquia foi a sexta colocada, com compra de 1,55 milhão de sacas e a China foi a décima colocada, com 1,12 milhão de sacas.
Eduardo Heron Santos, diretor técnico do Cecafé, observou que 2025 foi a segunda vez em que a China apareceu no ranking dos dez maiores importadores de cafés do Brasil. A primeira foi em 2023, quando o país adquiriu 1,52 milhão de sacas.
Ferreira disse que a China tem ampliado o consumo de café de forma substancial nos últimos anos e tende a ampliar ainda mais as importações daqui para frente.
“O mercado internacional seguirá firme de modo geral. Vemos a Ásia como uma grande fronteira de oportunidades para o café brasileiro. E continuaremos trabalhando para que o Brasil continue ganhando espaço na Europa e nos Estados Unidos”, disse Santos.
Tarifaço
Em relação aos Estados Unidos, Ferreira disse que os importadores que cancelaram contratos de compra no ano passado por causa do tarifaço já retomaram as contratações, mas a expectativa é que esses volumes de exportação para o mercado americano voltem a ser mais relevantes na próxima safra.
Já em relação ao café solúvel, os Estados Unidos ainda mantém a taxa de 50% para o produto brasileiro. O Cecafé informou que continua discutindo com o governo brasileiro e com a Associação Nacional do Café dos Estados Unidos formas de tentar convencer o governo americano a reduzir a tarifa. Em 2025, os embarques para os EUA recuaram 33,9%, para 5,38 milhões de sacas.
Em relação às exportações para a União Europeia, Ferreira disse que o setor espera ganhos de mercado expressivos com o acordo Mercosul-União Europeia. “Provavelmente vai levar quatro anos para o setor ter todo o ganho de mercado, quando tiver isonomia de mercado completa com o Vietnã. Mas antes disso vamos ser mais agressivos, devemos ganhar mercado antes”, afirmou Ferreira.
As exportações brasileiras de café para a União Europeia recuaram 25,8% em 2025, para 17,56 milhões de sacas. Em receita, houve aumento de 20,1%, para US$ 7,10 bilhões.



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