Vendas da safra de café 2025/26 chegam a 16% da produção esperada - Café Cotação




O fluxo de vendas segue atrasado em comparação com o mesmo período do ano passado De acordo com o levantamento mensal de Safras & Mercado, até o dia 13 de maio, apenas 16% da safra 2025/26 brasileira de café havia sido comercializada, avanço de 2 pontos percentuais em relação ao mês anterior. O fluxo de vendas segue atrasado em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o percentual comercializado era de 20%, e bem abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 27%.
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Conforme o consultor de Safras, Gil Barabach, a dinâmica comercial no Brasil começa a se voltar para a safra nova com o início da colheita, mas o ritmo das vendas permanece lento.
“O atraso nos trabalhos de campo, provocado por uma maturação mais lenta e altos níveis de umidade, tem limitado o fluxo comercial. Do lado do produtor, há um pouco mais de interesse, mas sem afobação. Já os exportadores mantêm postura cautelosa, apostando em uma queda nos preços com o avanço da colheita brasileira”, disse Barabach, em nota.
O ritmo mais lento nas vendas antecipadas tem raízes em uma mudança de comportamento do produtor brasileiro, pontua Barabach.
“Desde a geada de 2021 – quando muitos produtores que haviam fixado contratos antecipadamente acabaram entregando café a preços bem inferiores aos praticados no mercado físico na data do contrato – o produtor passou a adotar uma postura mais cautelosa. A experiência deixou uma marca negativa e, somada à forte valorização dos preços ao longo de 2024, mantém os vendedores mais retraídos nas operações antecipadas”, analisou.
Além disso, o produtor está mais capitalizado neste ano e precisa vender menos sacas de café para cobrir suas necessidades de caixa, o que também contribui para a lentidão nas negociações.
Segundo Barabach, soma-se a isso os riscos produtivos e as incertezas em torno do clima no inverno brasileiro, fatores que reforçam a postura mais retraída nas vendas.
De acordo com a Safras & Mercado, as vendas de café arábica estão estimadas em torno de 22% da produção, patamar semelhante ao do ano passado, mas ainda abaixo da média histórica de 31% para o período.
“A safra menor de arábica esperada este ano no Brasil justifica, em parte, a morosidade nas negociações. O avanço da colheita deve trazer mais dinamismo aos negócios, mas a tendência é de que o produtor mantenha uma postura mais comedida ao menos até o fim do inverno”, comentou o consultor da Safras.
Já no caso do conilon/robusta, a postura mais retraída vem do lado dos compradores, indica o consultor. Ele coloca que, diante dos preços elevados e da perspectiva de uma safra maior de canéfora no Brasil em 2025, as negociações antecipadas foram mais contidas. As vendas giram em torno de 7% da produção, grande parte relacionada a café já disponível da nova safra. O volume está bem abaixo dos 15% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 20%.
“Com o avanço da colheita, espera-se um aumento na oferta e maior movimentação nos negócios, inicialmente impulsionados por compras da indústria de torrado e moído. Na exportação, o conilon brasileiro deve enfrentar uma concorrência maior das origens asiáticos”.
Safra 2024/25
Sobre as vendas de café da safra 2024/25, a consultoria apontou que 97% da produção foi negociada. Esse número representa um avanço de apenas 2 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Mesmo com a redução no ritmo, as vendas estão mais adiantadas do que no mesmo período do ano passado, quando 94% da safra havia sido negociada pelos produtores. As vendas de conilon/robusta estão concluídas, enquanto a comercialização de arábica chega a 95%, superando o mesmo período do ano passado (92%) e a média dos últimos cinco anos (91%).
Segundo Gil Barabach, o fluxo de negócios no mercado físico brasileiro de café está migrando cada vez mais em direção à safra nova de 2025.
“A razão para essa mudança de foco é a chegada do café novo do mercado e o pouco café restante da safra colhida no ano passado. Alguns produtores, inclusive, aproveitaram o recente repique de alta, quando a bolsa de NY voltou a operar acima de 400 centavos de dólar por libra-peso, para fechar algumas posições, o que contribuiu para reduzir ainda mais a oferta disponível”, finalizou.



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